Relacionamento com os filhos
Quando falamos em relacionamentos com filhos, precisamos levar em consideração a nossa relação com esses seres desde a gestação.

A gravidez foi desejada? Esse filho foi bem vindo? Chegou em um bom momento do casal? Como estava a situação financeira? Os pais estavam emocionalmente preparados para recebê-lo?

Todas essas questões são de extrema relevância, já que o bebê humano é mais frágil e dependente de todos os bebês. Desde o nascimento, depende de sua mãe para alimenta-lo, protege-lo do frio, do calor, cuidar de sua higiene, e o que é ainda mais importante, dar-lhe carinho, aconchego, proteção e segurança.

Ser uma boa mãe envolve mais do que prover os cuidados materiais. Envolve, também, cuidar da parte emocional da criança, que é justamente a mais difícil, por causa do despreparo dos pais. O pai é também responsável por essa tarefa, já que é participativo e divide os afazeres com a mãe.

Mas tudo isso não é tarefa simples, pois os pais de hoje sofrem uma série de pressões no seu dia-a-dia e isso, certamente, interferirá em suas relações afetivas com parceiros e filhos. O equilíbrio e a paciência, tudo fica abalado após um dia cansativo de trabalho. E ai começa a confusão! Se a mãe trabalha, sente-se culpada porque não fica com os filhos; se fica em casa, já está cansada de ficar por conta dos filhos o dia inteiro e acaba despejando os problemas domésticos e frustrações pessoais em cima do marido. O pai quase sempre chega cansado, porque tem que batalhar pela segurança material da família.
O que não podemos esquecer é que a criança nada tem a ver com os problemas dos pais, pois os adultos da casa são eles e, por isso, não devem agir como crianças. Se assim o fizerem, não estarão ensinando nada a seus filhos, mas simplesmente sendo exigentes e impacientes como eles.

O primeiro modelo de relacionamento afetivo que a criança tem é o que ela vê dentro de casa. Se os pais são pacientes, gentis e educados uns com os outros e com os filhos, estes estarão crescendo em um ambiente saudável e aprendendo a ser assim também.

Por outro lado, se os pais brigam, desrespeitam-se, tratam-se sem carinho, sem paciência e assim também o fazem com a criança, esse registro não passará despercebido.
Vale um esforço! Um bom exemplo é sempre um bom começo!

Dr. Raphael Cruz

 

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